sexta-feira, 19 de março de 2010

REPENSANDO A VIDA

Repensar a vida consiste em rever valores.
Receber o inevitável serenamente,
Depositar ao leito do regato antigos pudores,
Aceitar o que a vida nos reserva inteiramente.
É existir sem temor de ser feliz.
É padecer e abrigar a angústia da alma
Tendo ciência que somos meros aprendizes.
Intentar não perecer, mantendo a calma.
Rebuscando meu baú encontrei registros
Induziram-me a repensar quantos atos impensados.
De que adiantou tanta vigilância? Tudo era sinistro.
Não tive muitas opções, aceitei meus fardos.
O temor... a dor foi inevitável.
Girei entre a loucura e a sanidade,
Gritei por paz, por amor inesgotável.
Repensando a vida... grito por serenidade.

De: Neide Salles

terça-feira, 16 de março de 2010

CUIDA DE MIM

centrado em mim
mundo  revolto
confuso, preguiçoso
mundo sedentário
viciado cuida de mim
nem sempre acolhe
muito reclama
querer sempre quer, finge se preocupar
suas opções são fazer ou fazer


By D. Salaun
Conto de fadas para mulheres do século 21
I Conto


Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:

- Você quer casar comigo?

Ele respondeu:

- NÃO!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes ,transou bastante, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
 O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

FIM!!!

(Luís Fernando Veríssimo)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Trecho muito fofo de Bones
Seriado que sou viciada 


"- Aqui estamos, todos nós, basicamente sozinhos, criaturas separadas, circulando cada um, todos procurando apenas por um pedacinho de uma conecção real. 
Alguns procuram nos lugares errados, alguns... eles apenas desistem porque, em suas mentes, estão pensando 'oh, não há ninguém lá fora para mim', mas todos nós continuamos tentando de novo e de novo. Por que?
Porque, de vez em quando... de vez em quando, duas pessoas se conhecem e há aquela faísca, e sim, ele é bonito e ela é linda, e talvez isso é tudo o que eles vêem no começo.
Mas fazer amor... fazer amor... isso é quando duas pessoas se tornam uma.

- É cientificamente impossível dois objetos ocuparem o mesmo espaço.

- É, mas o importante é que tentamos. E quando fazemos certo, nós nos aproximamos.

- De quê? Quebrar as leis da física?

- Sim, de um milagre."
Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos

Zeca (Caio Blat) um rapaz de 30 anos que tenta ser escritor, mas vive num cotidiano de ócio, cigarros e sexo, formado em Literatura, vive às custas de uma herança. Ambiciona ser escritor e há anos trabalha num livro que jamais consegue terminar, para desespero de seu pai. O esboço de seu romance revela um escritor de mão cheia, mas Zeca é preguiçoso e dispersivo. Sentado diante do computador, escreve duas frases geniais e logo desiste de tudo e passa a assistir vídeos pornôs.  Casado com Julia (Maria Ribeiro), professora de Belas Artes, que está terminando o doutorado. O casamento vai mal, fragilizado pelas diferenças no modo que cada um encara a vida. Zeca não quer nada, Julia sabe o que quer.
Incapaz de escrever, menosprezado pela mulher, Zeca passa os dias entregue ao ócio. É infeliz, porém conformado. Até o dia em que descobre que Julia o está traindo. E, com uma outra mulher. O fascínio pela suposta traição de Julia é tanto que Zeca também acaba se envolvendo com a moça, dando início a um intenso triângulo amoroso.
De clima intimista, ora passando pelo drama, ora andando pelas veredas da comédia, a produção se foca nas relações e nas personalidades dos personagens. O roteiro fornece algum verniz intelectual com pitadas de discussões literárias e saborosas tiradas, como a frase “problema com mulher é praticamente um pleonasmo”.

Filme estreou nesta sexta-feira (12).

domingo, 14 de março de 2010

Sobre carência e outras coisas


por Priscila Ferreira em Diário de Uma Pós-Adolescente


Estar solteira tem lá suas vantagens e desvantagens.
Dentre as desvantagens uma delas é que depois de um tempo a carência começa a bater à nossa porta dizendo que veio para nos fazer tomar algumas atitudes, sejam essas atitudes boas ou ruins.
Tem gente que consegue lidar muito bem com a carência e gente que fica meses, e às vezes até anos sem ninguém numa boa.
Pessoas que não namoram, não engatam nem um tipo de relacionamento um pouco mais duradouro… Pessoas que até dão um beijinho ou outro de vez em quando e não se sentem mal por isso.
Mas sei lá porque cargas d’água a grande maioria de nós, sapas, fanchas, lésbicas ou qualquer outra denominação cabível aqui, somos mais carentes do que o resto da população mundial. Tá pode até não ser, mas o fato é que antes ou durante o período “vermelho” do mês a gente fica chatinha e toda cheia de #mimimi’s - twitter, oi? - fatores que aumentam consideravelmente a carência. Pelo menos no meu caso está aumentando.
Pensamentos do tipo: “Por que todo mundo namora e eu não?” “Será que vou encontrar minha cara metade?” “Por eu não encontrei ninguém?” Assolam a mente das solteiras. E no caso das casadas: “Será que ela me ama?”, “Será que ela ainda me quer?”, “Será que ela é feliz ao meu lado?” entre outras muitas questões.
E estando carentes a chance de fazer alguma “merdinha” aumenta. Você pode até estar solteira numa boa, mas bate a carência você precisa porque precisa de um corpo, um alguém que te ligue, um alguém que se envolva contigo. Muitas vezes a gente só quer se apaixonar, mas paixão não é um botãozinho que você liga e desliga quando bem entende.
Pode ser a melhor pessoa do mundo, mas faltou paixão, minha amiga, você sempre vai sentir falta de algo… E começar um relacionamento sem paixão é furada. Pelo menos assim logo no começo é. Principalmente porque essa tal da paixão, que não é um botão que liga e desliga te ajudar a relevar os defeitos que todo mundo tem…
Outra merdinha passível de acontecer é alguém se apaixonar por você e você achar que se apaixonou também e no fim perceber que era só carência…
Uma vez me disseram que carência é algo que dá e passa… Assim como passam as vontades, que vem, vão e que às vezes voltam no outro dia.
Carência às vezes também dá ressaca moral. Você sai afim de “pegar” - odeio essa um broto, e no outro dia acorda se sentindo a pior pessoa por ter ficado por ficar, por ter ido pra cama/carro/escadaria/banheiro/qualquer-lugar-que-dê-pra-fazer-sexo. Ou não.
Mas enfim, passado o período “vermelho”, tudo tende a melhorar. Quando o assunto é coração a melhor receita é não preocupar e deixar a “vida te levar”…

sábado, 13 de março de 2010

... Futuro insólito...
As vezes me falta luz para enxergar o fim do túnel
Chão para encarar o presente
Paredes para compreender e ver o passado
Teto para me sentir segura
E estrelas para sonhar...

Autor: D. Salaun
 
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